Azáfama
Entre botões apertados
Cintos e blusas que rolam
O amor que vence ao descaso
Depois da rua cheia
Carros atropelando
Depois da briga gratuita
Do desemprego
O amor se faz, apesar
Confusa, nua
Difusa a união pelo amor
O tato, um trato
Depois do contato
O jato da vida que continua
O amor se faz
E no ato não há metade
É completo
O que há de certo
É o fato
Que o amor é inato
Entre botões apertados
Cintos e blusas que rolam
Tire suas máscaras,
Limpe sua cara
esqueça as amarras
E goze o gozo dos justos
Sílvia Pereira
Enviado por Sílvia Pereira em 24/08/2017
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