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Silvia Pereira

Um minuto, uma hora em palavras

Textos

Cartas de amor são ridiculas II
Acordar antes das 5 da manhã e pensar em alguém distante, um amor impossível é  no mínimo ridículo. Mas, instigante e vital. Vital como é o amor e suas vertentes auto-destrutivas e ao mesmo tempo belas. A carta, curta e grossa:

Sem sono
Quando o conheci senti algo maior que minha sanidade. Algo maior que minha faculdade de sentir o que é certo e errado. Algo puro. Tanto que me entreguei por inteiro. Fui vista como louca, por amar um homem tanto assim. Era amor, da maneira que podia ser. E me contentava com pouco. Não me arrependo.  Poucos sentem na vida algo assim. Continuo intensa. Feliz, tentei amar de novo. E se for preciso amarei de outras maneiras, com outra intensidade. Ser especial é para poucos  também. Mas reconhecer é coragem. Grata! Nada apaga a desilusão de esperar por um encontro. Nem que fosse por um momento, por um olhar, por poucas palavras. Sei que é impossível, mas amei e como disse, sonhar é  preciso. E viver também é  preciso. Viva bem.  Bom dia! Abraços!
Sílvia Pereira
Enviado por Sílvia Pereira em 19/09/2019
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