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Silvia Pereira

Um minuto, uma hora em palavras

Textos


*POEMA SURREALISTA CADÁVER DELICADO*

(Cadavre exquis, cadáver esquisito)

Espaço: Poesia e Prosa – whatsapp

 

*ESTRELA-GUIA*

 

A deselegância na mídia

fere tentando ser neutra.

Flores de jornal, lanternas de seda.

Espaço-teia em elipse

corrói, fake news ululantes.

Na luta bruta, justiça é estrela-guia,

consome beijo e sangue:

o oculto se revela.

Missunga quer a lua presa dentro da caixa

de um magistral Dalcídio.

Driades passeiam em bosques,

cruzam a cegueira em noites sem lua.

Florestas, ambiente devastado.

Tudo é silêncio e cal e pedra.

Ausências têm significado...

Um olho distante vigia.

Sonâmbulos distraem a noite.

Guíta risca os fósforos.

Voz ancestral ecoa:

_vamos beber do fogo de oro-iná_

_o trovão a tempestade de oyá_

_a justiça a sabedoria o raio de xangô_

 

Poema coletivo surrealista, cadáver delicado (cadavre exquis, cadáver esquisito)

Participantes: Isadora Salazar, José Couto, Márcia Tigani, Nara Fontes, Silvia Pereira, Dirce Carneiro.

Coordenação: Dirce Carneiro

Local: Poesia e Prosa (whatssap).

Sílvia Pereira, Sílvia Pereira, Dirce Carneiro, Marcia Tigani, Nara Fontes, Isadora Salazar e José Couto.
Enviado por Sílvia Pereira em 13/05/2026
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